4 selos de sustentabilidade na construção civil e a importância deles!

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Se antes, no mercado de arquitetura e engenharia, a preocupação com o meio ambiente era um detalhe, hoje, atentar a essas questões se prova imprescindível. Como uma forma de incentivar esse movimento e classificar as edificações com medidas sustentáveis pertinentes, surgiram os diversos selos de sustentabilidade na construção civil no Brasil e no mundo.

Cada vez mais as construções com responsabilidade ambiental têm trazido visibilidade a escritórios e empresas, além dos enormes benefícios a consumidores e ao meio ambiente.

Descubra aqui tudo sobre os 4 principais selos de sustentabilidade na construção civil!

1. Selo Casa Azul

O Selo Casa Azul é uma iniciativa da Caixa Econômica Federal, voltada para empreendimentos financiados pela instituição. Tem como objetivo a melhoria da qualidade das construções, com atenção ao uso responsável de recursos naturais. Além disso, o Casa Azul também avalia questões de ocupação e manutenção das edificações.

Ao final da avaliação, a construção recebe uma classificação — ouro, prata ou bronze — que depende da quantidade e qualidade dos critérios atingidos.

Embora sua utilização não seja obrigatória, é um selo relativamente simples de se obter e adaptável a qualquer tipo de projeto. Por isso, solicitá-lo demonstra que os investidores estão atentos à busca pela sustentabilidade em suas construções, atitude que tem se tornado cada dia mais atrativa no mercado.

2. Etiqueta PBE Edifica

O Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações foi iniciado em 2003 e evoluiu nos anos seguintes, com a publicação de dois regulamentos técnicos, cada um específico para edifícios comerciais e residenciais. O maior foco do programa é a conservação de energia e seu uso eficiente.

A etiqueta PBE Edifica considera três aspectos de uma edificação — envoltória, iluminação e condicionamento de ar — de maneira a avaliar as estratégias arquitetônicas, os sistemas internos e sua eficiência no uso de energia para o funcionamento adequado do edifício.

Primeiro, é expedida uma etiqueta de projeto, antes da obra ser iniciada. Ao prazo final de 5 anos, ou no término da construção, uma nova inspeção é realizada para conceder a etiqueta definitiva, que deve ser afixada em local visível aos usuários.

A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) tem aparência bem semelhante às outras etiquetas do Inmetro, encontradas em diversos aparelhos eletroeletrônicos: vão do nível A, como melhor, até o nível E, correspondendo ao pior resultado.

3. Selo AQUA-HQE

A certificação AQUA-HQE foi baseada em uma metodologia originária da França, a Démarche HQE. É utilizada no Brasil desde 2008 pela Fundação Vanzolini, instituição vinculada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

O selo Alta Qualidade Ambiental do Empreendimento considera questões ambientais de um projeto em quatro categorias — ecoconstrução, ecogestão, conforto e saúde. Os maiores objetivos são promover qualidade de vida aos usuários, lidar de modo responsável com resíduos e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental da região.

A certificação conta com três perfis: base, boas práticas e melhores práticas. Para obter o selo, é necessário atingir pelo menos as pontuações mínimas de 7 categorias no perfil base, 4 no boas práticas e 3 no melhores práticas.

4. Certificação LEED

É a certificação ambiental mais conhecida no mundo. Foi desenvolvida nos Estados Unidos pelo U.S. Green Building Council e é bastante completa, pois avalia diversos aspectos de um empreendimento, tais como: terrenos sustentáveis, uso da água, qualidade do ar, iluminação, materiais, inovações, redução de emissão de gases estufa, dentre outros.

A classificação acontece em quatro níveis — certified, silver, gold e platinum — cada um com sua respectiva faixa de pontuação. Quanto às tipologias de projeto, também existem diversas, dentre as quais novas construções, interiores, lojas, escolas, hospitais etc.

Para trabalhar com o LEED, os profissionais precisam realizar provas, fazer cursos de atualização e se credenciar periodicamente no Green Building Council.

Vale ressaltar que, para todas as certificações apresentadas, o ideal é considerá-las desde as etapas mais iniciais de um projeto, até a finalização das obras. Dessa maneira, é possível fazer adaptações para obter os melhores resultados, com o mínimo de impacto sobre o orçamento.

Outras técnicas sustentáveis também são extremamente válidas, como construções modulares, retrofit, estruturas pré-fabricadas ou steel frame. O importante é pesquisar os mais indicados para a tipologia arquitetônica e para as características da sua região.

Agora que você já conhece os 4 melhores selos de sustentabilidade na construção civil, compartilhe este post com seus colegas de profissão nas redes sociais!

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